Ex vano

A inutilidade
De tudo.
Impérios físicos
E mentais...
Tudo isto
É apenas um jogo
Para passar o tempo,
Tempo que nos foi dado
Sem que o tivéssemos pedido.
Somos todos crianças,
Em qualquer idade,
Ora de bibe,
Ora de mini-saia
Ora de gravata 
no parlamento,
brincando,
fazendo de conta...
“Dá-me a minha boneca, 
ou vou dizer à mãe!”
“A minha parte até à meia-noite
ou o mundo ficará a saber...”
Ou! Ou! Ou!
Somos também grandes actores
E actrizes
Porquanto somos todos uns infelizes
Mas temos no rosto e no corpo
A expressão exactamente oposta.
Quem não gosta, 
Enfim,
De viver neste éden, neste jardim
Do faz de conta?

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