Enquanto falavas
e te rias,
nos intervalos,
eu observava-te
de longe
e sorria por dentro
atento
ao brilho de pérola
do teu olhar…
Encanta-me
esse teu jeito
tão próprio de ser,
essa voz frágil
tingida
de forte
pelas coisas que dizes.
És forte
sim,
segura,
ousada,
porém delicada
quando me olhas…
Implodo
vezes sem conta…
sabes lá…
São
infinitas estrelas
que chocam
umas contra as outras
à velocidade da luz
dentro de mim….
Provocas-me
uma espécie de
céu apocalíptico-
“Os deuses estão loucos?!”
Não!
É a quarta lei de Newton
em acção
que ele
só não elaborou
porque não chegou a conhecer-te.
Tu és
a força motriz
do meu universo
e tudo o resto
são restos.