Onirismo axiomático

Escrevo demais?                                                         
Hum...
A culpa é tua.
É sim!
É!
Que feitio o teu
De fazer do meu 
Sim
Um não!
Aposto que se te dissesse
Uma qualquer verdade universal
Subvertê-la-ias
E dirias:
“Mas afinal!”
Como se a humanidade
Estivesse toda errada
E tu a veritas
Viesses repor!
Num breve torpor
Acredito em tudo o que dizes:
“O Sol é azul 
e nem sequer 
se chama Sol;
chama-se Lá
por estar demasiado
longe da Terra.
(E, já agora, quem disse que há guerra?!)
As notas musicais
Não são mais 
do que números disfarçados
e foi Einstein 
quem inventou os fados;
A Amália, essa,
Era, na verdade, cientista
(disse-mo há dias
o meu dentista
enquanto me escavacava o siso).
Preciso...
Preciso de mais um cigarro
Enquanto te narro
O resto das verdades...
Olha lá, 
Não tens saudades
Do tempo que nunca viveste?”
Acordo.
Outra vez o mesmo sonho.
Abro a janela,
Vejo a última estrela
E surge depois o Sol
Num tom cianótico:
Que mundo caótico!
Afinal, Lá, era verdade...

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